Posicionamento da Investwise frente a crise política

Na manhã de quarta feira passada (18/05), a abertura dos mercados já antecipava o movimento de queda de mais de 11% do principal fundo de índices do Brasil (EWZ – fundo ETF – negociado em NY). Este foi o primeiro sinal dos efeitos da notícia da delação dos donos da JBS que envolviam o presidente Temer divulgados no Brasil na noite anterior. Como um carro sem freios se dirigindo para um precipício, não tinha muito o que fazer, só rezar e contar com os “air-bags”.

A verdade é que ninguém estava preparado para isso. O mercado vinha num ritmo “normal” precificando seus ativos de acordo com as tendências econômicas de queda da inflação, queda da taxa de juros e desaceleração da crise econômica. Alguns analistas já chegavam a projetar crescimento em alguns setores da economia. Tudo indicava que o governo estava comprometido com as reformas trabalhista e da previdência o que daria um fôlego para o orçamento permitindo novos investimentos.

Após o vazamento da delação, o mercado despencou. Todos nós fomos prejudicados com isso, desde os investidores mais agressivos aos mais conservadores. Pela primeira vez em quase 10 anos foi acionado o circuit breaker que é o mecanismo de paralisação do pregão da bolsa quando esta atinge em um único dia uma queda acumulada de mais de 10%.

Até mesmo os títulos públicos, considerados os investimentos mais seguros do mercado, tiveram suas negociações suspensas devido as fortes oscilações do mercado. Com a inversão da tendência de queda dos juros futuros, o preço dos papeis caíram e aqueles investidores que venderam seus papeis com certeza tomaram prejuízos. Aqueles que não venderam podem se tranquilizar já que as perdas são apenas virtuais, sua rentabilidade está contratada caso segurem seus papeis até o vencimento.

Hoje, quase uma semana depois do tsunami político, ainda não sabemos o que vai acontecer. Não sabemos se nosso presidente da república ficará até o final do seu mandato, se renunciará ou sofrerá um impeachment.

A verdade é que nosso barco chamado Brasil está à deriva aguardando novas notícias.  Enquanto isso, nós investidores, só podemos aguardar e amargar a perda momentânea da rentabilidade acumulada em nossos portfolios de investimento. Sim, perda momentânea. Nossos investimentos são alocados para o longo prazo e as oscilações sempre vão existir, em maior ou menor grau. Temos que encarar a crise como um momento da longa história de nossos investimentos. Agora só podemos torcer para que a situação política se resolva o mais rápido possível e que nosso barco volte a ter um rumo.  Apesar da qualidade de nossos políticos ainda temos nomes expressivos atuando na área econômica como Henrique Meirelles na Fazenda e Ilan Goldfajn no Banco Central que tem condições de batalhar por esse objetivo.

Por enquanto, temos que manter a calma. Não podemos adotar qualquer movimento brusco como venda de ativos ou mudanças de posicionamento em fundos de investimento. Temos sim, que proteger nossas carteiras de ações com estruturas (Fence) baseadas em opções sobre o índice Bovespa e aproveitar oportunidades. A crise gera oportunidades para quem tem liquidez. As ações e cotas de fundos se desvalorizaram gerando oportunidades em fundos renomados, ações e COEs (Certificados de Operações Estruturadas) de capital protegido.

Assessores Investwise

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